Missão

 

A estrutura de missão para a instalação do Arquivo Nacional do Som foi criada por resolução do Conselho de Ministros (nº36/2019) e tem por missão o desenvolvimento de todas as ações necessárias à criação de uma estrutura arquivística focada nos documentos sonoros.

O objeto da estrutura arquivística será o som registado em qualquer suporte, sistema, ou formato hoje conhecidos ou a ser inventados.

A principal função da estrutura será a criação, reunião, catalogação e acesso a documentos áudio, produzidos no âmbito de qualquer domínio de prática (artística, científica, documental) e proveniência geográfica. A estrutura tratará da incorporação, gestão, preservação, disponibilização e utilização de um acervo de documentos sonoros e materiais com eles relacionados. O seu objetivo será o de assegurar a preservação para o futuro e o acesso universal aos documentos sonoros que se encontrem sob sua tutela.

As suas actividades estender-se-ão também à constituição e dinamização de uma rede de acervos semelhantes, localizados no país ou fora dele. Promoverá a investigação, o acesso, a promoção e a disseminação do património sonoro existente no país.

Assim, a equipa instaladora tem por obrigação:

  • Propor o articulado legal que crie e governe a ação da estrutura arquivística;
  • Propor uma estrutura orgânica;
  • Propor um projeto técnico para os laboratórios, arquivo físico, arquivo digital, estrutura de “criação” e um modelo de gestão da estrutura arquivística;
  • Apresentar uma proposta de instalação física com a definição dos seus requisitos técnicos;
  • Inventariar as entidades (individuais e colectivas, públicas e privadas) e seus acervos de documentos sonoros, com especial incidência em materiais relativos a Portugal e ao mundo lusófono.

A estrutura será concebida em conformidade com os padrões internacionalmente estabelecidos, as melhores práticas, e o resultado da investigação localmente produzida no domínio da arquivística do som.

Conscientes de que a estrutura arquivística a instalar para a salvaguarda do património sonoro nacional e lusófono deverá providenciar o acesso em segurança aos seus conteúdos e, por isso, dependendo da manutenção de todo um sistema tecnológico (equipamento e saberes) necessário à preservação dos documentos, é fundamental mobilizar estruturas tecnológicas, conhecimento especializado, e experiência ao mais alto nível, o mais actualizados possível — científica e tecnologicamente — por forma a garantir o futuro dos conteúdos áudio, peças fundamentais do património comum, essenciais para a produção de conhecimento e marcos históricos cuja preservação é um dever de todos.